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Carlos Motta - Hipnoterapia

Quando dúvida se EMDR funciona para todos merece atenção

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a man and a woman sitting on a couch looking at a piece of paper
Todos•Carlos Motta•11 de ago, 2026

Você já leu relatos de quem se transformou com o EMDR e também de quem não sentiu melhora. Essa dúvida, se o EMDR funciona para todos, é legítima e a resposta honesta é não. Nenhuma abordagem terapêutica tem eficácia universal, e o EMDR não é exceção. Neste artigo, você vai entender o que é o EMDR, como ele funciona, quais fatores influenciam os resultados, quando ele pode não ser a melhor escolha e como decidir com segurança, sem promessas milagrosas.

O que é o EMDR e como ele funciona na prática

O EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares) é uma psicoterapia criada por Francine Shapiro no final dos anos 1980. Ela é reconhecida por organizações como a OMS e a APA para o tratamento de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Durante as sessões, o terapeuta guia o paciente a relembrar memórias traumáticas enquanto realiza estímulos bilaterais, como movimentos oculares, toques ou sons alternados. A ideia é que esses estímulos ajudem o cérebro a reprocessar a informação traumática, reduzindo a intensidade emocional associada a ela.

Como funciona uma sessão típica de EMDR

a woman sitting on a couch talking to a man

Uma sessão de EMDR segue um protocolo estruturado em oito fases: história clínica, preparação, avaliação, dessensibilização, instalação de crenças positivas, varredura corporal, fechamento e reavaliação. Na fase de dessensibilização, o paciente foca na memória perturbadora enquanto acompanha os estímulos bilaterais, permitindo que novas associações surjam. O processo pode ser intenso, mas o terapeuta oferece suporte contínuo para garantir segurança emocional.

Por que o EMDR não funciona para todos: fatores que influenciam os resultados

A eficácia do EMDR depende de múltiplos fatores, como o diagnóstico, a preparação do paciente, a relação terapêutica e a adesão ao tratamento. Não existe uma técnica única que resolva todos os casos, e o EMDR não é exceção. Estudos clínicos controlados, como os revisados pela Cochrane em 2013, mostram que o EMDR é eficaz para TEPT, mas a resposta varia. Uma revisão de 2014 na Frontiers in Psychology indicou que cerca de 30% a 50% dos pacientes podem não responder totalmente ao tratamento. Isso significa que uma parcela significativa não alcança remissão completa, e alguns podem até piorar temporariamente.

Fatores que podem influenciar a resposta ao EMDR

  • Diagnóstico e complexidade: O EMDR é mais estudado para TEPT e traumas simples. Para traumas complexos, como abuso prolongado na infância, ou transtornos dissociativos, pode ser necessário um preparo mais longo e uma abordagem combinada.
  • Preparação do paciente: A capacidade de regular emoções e tolerar o desconforto durante as sessões é essencial. Pacientes com dificuldades de regulação emocional podem precisar de uma fase de preparação mais extensa, com técnicas de estabilização.
  • Relação terapêutica: A confiança e a segurança no terapeuta são fundamentais para que o paciente se sinta à vontade para acessar memórias difíceis. Uma aliança terapêutica fraca pode comprometer o processo.
  • Adesão e frequência: A consistência nas sessões e a prática de técnicas de estabilização entre elas podem impactar os resultados. Sessões esporádicas ou interrupções frequentes dificultam o reprocessamento.
  • Expectativas realistas: Quando o paciente espera uma cura mágica, a frustração pode prejudicar o processo. O EMDR não apaga memórias, mas ajuda a reduzir o sofrimento associado a elas.

Quando o EMDR pode não ser a melhor abordagem

a man and a woman sitting on a couch

O EMDR pode não ser a primeira escolha em situações como crises agudas, uso ativo de substâncias, ou quando o paciente não tem recursos internos para lidar com a intensidade das emoções. Nesses casos, outras abordagens, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC) ou a hipnoterapia integrativa, podem ser mais adequadas. A decisão deve ser tomada em conjunto com um profissional qualificado, que fará uma avaliação individualizada.

Critérios para considerar outras abordagens

  • Se você está em crise aguda ou com pensamentos suicidas, o primeiro passo é buscar ajuda psiquiátrica ou um serviço de emergência.
  • Se você tem dificuldade em se concentrar ou em manter a calma durante as sessões, técnicas de estabilização podem ser necessárias antes do EMDR.
  • Se você não se sente confortável com a ideia de reviver memórias traumáticas, outras terapias que trabalham com o presente podem ser mais adequadas.

Como saber se o EMDR é adequado para o seu caso

A melhor forma de saber se o EMDR é adequado para você é passar por uma avaliação inicial com um profissional de saúde mental qualificado. Durante essa avaliação, o terapeuta irá coletar sua história, entender seus sintomas e discutir as opções de tratamento. É importante ser honesto sobre suas expectativas e preocupações, para que juntos possam decidir o caminho mais seguro e eficaz.

Etapas para decidir com segurança

  1. Busque um profissional com formação específica em EMDR, de preferência certificado por uma associação reconhecida.
  2. Agende uma sessão de avaliação para discutir seu histórico e objetivos.
  3. Pergunte sobre a experiência do terapeuta com casos semelhantes ao seu.
  4. Converse sobre os possíveis desconfortos e como eles serão manejados.
  5. Considere combinar o EMDR com outras abordagens, se necessário, como TCC ou hipnoterapia.

Alternativas ao EMDR: TCC, hipnoterapia e outras abordagens

a man and woman sitting on a couch in a living room

Se o EMDR não for indicado para você, existem outras abordagens baseadas em evidências que podem ajudar. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma delas, focada em identificar e modificar pensamentos e comportamentos disfuncionais. A hipnoterapia integrativa, por sua vez, utiliza a hipnose clínica para acessar recursos internos e promover mudanças em nível inconsciente, sendo útil para ansiedade, fobias, insônia e estresse. A escolha da abordagem deve ser baseada na sua condição específica e na sua preferência pessoal.

Comparação rápida entre abordagens

  • TCC: Focada no presente, utiliza técnicas como reestruturação cognitiva e exposição gradual. É eficaz para ansiedade, depressão e TEPT.
  • Hipnoterapia: Utiliza a hipnose para acessar o subconsciente e promover relaxamento profundo. Pode ajudar no controle da ansiedade, no manejo do estresse e na melhora do sono.
  • Mindfulness: Prática de atenção plena que ajuda a reduzir o estresse e a ansiedade, complementando outras terapias.

Perguntas frequentes sobre EMDR

EMDR é eficaz para todos os tipos de trauma?

Não. O EMDR é mais estudado para traumas únicos e TEPT. Traumas complexos, como abuso prolongado na infância, podem exigir um trabalho mais longo e combinado com outras abordagens.

Quanto tempo leva para o EMDR fazer efeito?

a woman sitting on a couch looking at a cell phone

O tempo varia de pessoa para pessoa. Alguns estudos mostram melhora após 3 a 12 sessões, mas isso não é uma garantia. O progresso depende da gravidade dos sintomas, da preparação e da resposta individual.

EMDR pode substituir medicamentos?

Não. O EMDR é uma psicoterapia e não substitui medicação prescrita por psiquiatra. Em alguns casos, pode ser usado em conjunto, mas a decisão deve ser médica.

a woman sitting in a chair talking to another woman

Se você está considerando o EMDR ou outras abordagens, o primeiro passo é uma avaliação profissional. Na Comotta, oferecemos hipnoterapia integrativa para adultos em São Paulo e online, com foco em ansiedade, fobias, insônia, estresse e bloqueios emocionais. Agende uma sessão de mapeamento para entender se a abordagem faz sentido para o seu caso.

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